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05-05-2009

Em análise, o bilhete único no Rio de Janeiro

A Secretaria Estadual de Transportes deu ontem mais um passo para a implantação do bilhete único na Região Metropolitana do Estado do Rio. Contratada para um estudo de viabilidade, a empresa de consultoria Trens Engenharia, que elaborou o sistema vigente em São Paulo, apresentou os primeiros resultados.

A pesquisa avaliou um universo de 2,2 milhões de viagens diárias feitas em duas áreas: uma abrange o perímetro do ramal ferroviário entre Japeri e Central do Brasil, em um total de 14 estações, e outra que vai da Estação de Saracuruna, em Duque de Caxias, até a Estação Parada de Lucas, em um total de 7 estações. Só a primeira área de referência abrange 6 municípios do Grande Rio. No total, as duas áreas pesquisadas somam quase 1 milhão de passageiros.

O estudo fez um mapeamento do número de empresas de transportes que operam na região, incluindo trens e ônibus, a frota de cada uma delas, a quantidade de viagens e pessoas transportadas por dia. Só na região pesquisada, há mais de 157 linhas de ônibus e 35 empresas operadoras. O desafio é fechar uma conta para que a tarifa integrada funcione sem provocar desequilíbrio financeiro às operadoras.

- Esse é um sistema altamente complexo. Temos uma enorme quantidade de linhas circulando e competindo entre si e com os trens. Temos chegar a uma equação que não prejudique o setor - disse o secretário de Transportes do Rio, Júlio Lopes. - Os dados vão servir para a hora que sentarmos com as operadoras para negociar o cálculo das tarifas com o Bilhete Único.

A reunião entre Estado e operadoras deve acontecer dentro de 30 dias.

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